terça-feira, 19 de julho de 2011

Day 9

Someone you wish you could meet

A,

Desde a primeira vez que li um de seus textos, eu senti algo diferente. A começar pelos títulos ou frases iniciais. Era uma verdade cruel de tudo o que eu pensava, mas não ousava escrever sobre. Mas eu gostava dessa dor. Dor de ler palavras que mais parecem adagas vindo em minha direção. Era uma dor que não me destruia, apenas me fazia refletir. Procurei e li em um único dia tudo o que eu achei escrito por você em duas ou três comunidades.
Eu sou bem chata com a língua portuguesa e sei o quanto é difícil encontrar webs com tamanha riqueza de palavras e detalhes em comunidades de "escritores fakes". Tenho o costume de dizer que perco o interesse por qualquer texto ao encontrar algum erro ortográfico ou de concordância. Parei de ler muitas webs por causa disso, mas com você era diferente. Você sempre escrevia de uma forma que me encantava e me causava até certa inveja.
Além da perfeita escrita, o conteúdo era imensamente atrativo. Era inacreditável como você conseguia descrever em detalhes o que eu sentia. Você escrevia coisas suas, mas era tão parecido com tudo o que vivia na minha mente que era assustador ler algo "meu" que nunca contei a ninguém.



Pouco tempo depois, adicionei você e descobri os seus blogs. A partir daí eu não sabia mais o que era meu e o que era seu. Eu me perguntava como você "entrava na minha mente" tamanha semelhança nas nossas vidas. Meus comentários eram sempre iguais, mas não tinha mais o que falar! As vezes eu arriscava falar algo sobre o que eu entendia estar acontecendo, mas sempre deixava claro no final que aquilo foi o que eu endendi. Dizia pra você me perdoar se eu viajei demais, mas você disse que não. E melhor ainda: disse que eu era a única que sempre entendia exatamente o que você queria falar.


Você me deixava (e ainda deixa) completamente sem palavras quando escreve. Até mesmo as suas menores postagens parecem ter sido tiradas de um rápido devaneio meu. É tudo muito igual.
Em um dos comentários eu disse que nossos pensamentos eram de alguma forma interligados e fiquei surpresa quando você disse que também sentia isso quando lia o meu blog.
Esse ano eu estou mais ausente e você também parece estar, mas a primeira coisa que eu faço quando venho aqui é ir até o seu blog ler e ver como anda você. Mesmo quando eu não comento, eu estou por lá.
Moramos tão longe, mas eu gostaria de poder te encontrar um dia. Saber se você é mesmo real. Saber se nossa afinidade é só no inconsciente. Saber se seus olhos também gritam por alguém, como os meus gritam.


Você ainda é uma icógnita pra mim, mas eu gosto disso.


<3

C.
(não vou te mostrar isso, apesar de você poder vir aqui por acaso e entender que eu estou falando de você. o natural vai ser mais interessante.)

2 comentários:

  1. Também penso isso.As vezes a gente cria ligações com pessoas que estão em local diferente,como saber se será do mesmo jeito ao encontrar pessoalmente??
    Dúvida cruel ¬¬
    Espero q esteja bem *.*
    BeejO'

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  2. Muitas pessoas tem muito em comum com a gente. E isso pode ser um colírio para os olhos. Uma música para os ouvidos. E tudo faz muito sentido. É nesta comunhão que podemos crescer juntos. E é aí que podemos perceber que a amizade é rara, rica, importante e sagrada.

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obrigado pela visita (;