
Nesse momento há muitos tipos de dor dentro de mim. Dores reais, imaginárias, físicas e sentimentais. Eu não queria senti-las, mas parece que quanto mais eu ignoro-as, mais elas se fazem presente. Eu não queria nada disso. Isso não é o que eu sonhava ser.
A dor de cabeça talvez seja conseqüência do esforço para vomitar os biscoitos que comi tão rápido que nem senti o gosto. A dor nas costas talvez seja conseqüência dos exercícios exagerados que fiz numa tentativa inútil de fazer essa barriga asquerosa sumir. A dor no pescoço talvez seja conseqüência de eu ficar muito encolhida, sempre com frio e sentindo a barriga roncar. A dor no pulso talvez seja conseqüência das noites sem sono em que fico a digitar palavras soltas na tela do computador. A dor na consciência deve ser culpa. A dor no peito deve ser saudade do passado. Mas a dor que mais incomoda e que mais me sufoca é a incompetência.
Incompetência por ter sido fraca mais uma vez, por ter prometido fazer o dia ser bom e ter transformado-o em mais um dia de descontrole. Lágrimas abafadas pelo travesseiro molhado não são o suficiente para me dar a lição de que não é bom me sentir assim. Eu choro agora, me desfaço em dor e remorso, mas amanhã isso vai parecer pouco e eu vou repetir meu erro. Isto se torna um circulo sem fim no qual eu já estou tonta mas não deixo de fazer.
Corro em vão a procurar por alguém que nunca chega. Alguém que pudesse me estender a mão, que pudesse me abraçar e dizer que estará sempre comigo. Esse alguém não existe. Não existe porque eu nunca achei que precisasse de alguém. Eu nunca acreditei que alguém pudesse compreender o turbilhão de sentimentos que vive em mim e nunca confiei a ninguém o motivo das minhas lágrimas. Os que eram meus amigos não estão perto o suficiente para ouvir meus soluços baixinhos na madrugada. Eu silenciosamente os afastei.
Eu estou doente, louca, obcecada, ou o que você quiser chamar. Eu me sinto doente sim, mas minha doença é não ter controle. Eu faço por impulso, me arrependo por culpa e faço novamente por esquecimento. Parece que nenhuma lágrima é dolorosa o suficiente para me fazer parar e refletir antes de seguir com meu hábito autodestrutivo.
Entro mais uma vez no meu quarto com a garganta doendo, o dedo dormente e a cabeça explodindo. O alívio é quase palpável mas o sentimento de culpa é ainda maior. Meus joelhos cedem sem resistência e tocam o chão. A dor física não é comparável a dor que eu sinto por dentro. Lágrimas saltam dos meus olhos antes que eu possa segurá-las.
Me vejo como um ponto perdido na imensidão de um mar aberto. Eu não consigo nadar até a praia novamente e não há ninguém que possa ouvir meus gritos.
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Nossa... nem sei o que dizer, me vejo em cada linha, em cada palavra...
ResponderExcluirMe sinto sozinha exatamente como vc descreveu... Vazia, fraca, impotente e imcopetente.
Olha as unicas coisas que me fazem sorrir são as poucas vitorias e vcs minhas amigas que não posso abraçar, mas que sei que estão sempre com o braço estendido como eu estou pra vc, tá menina.
Conte comigo pro que precisar viu flor.
Olá flor!!
ResponderExcluirMuito obrigada por me add, tbm te add!
É horrivel mesmoo, estou muito gorda, to em pânico... preciso emagrecer urgentee!!
Assim como vc descreveu e como o comentário da garota acima, estou me enxergando em cada linha, os mesmos sentimentos, td esse vazio!!
E tendo como única felicidade a Ana, a Mia e tdas minhas amigas virtuais.
Bjoss anja!
Força sempre!
No que precisar soh chamar!
querida, é a primeira vez que venho no seu blog, até agora adorei, vou ler tudo!
ResponderExcluirforçass :)
[te linkei!]