sábado, 19 de maio de 2012

Day 12

 The person you hate most/caused you a lot of pain

V.

Sabe, quando eu li o que era nesse dia, fiquei sem saber sobre quem escrever, mas logo você me veio à cabeça... Não tenho inimizades nem odeio pessoas, mas tenho a péssima mania de guardar rancores e você é meu principal desafeto.
Começando pelo "Era uma vez..." que todas histórias tem, você me fez sentir como nunca tinha me sentido antes. Talvez porque você foi meu primeiro amor, talvez porque eu não sabia o que era aquele sentimento... Eu só sabia de uma coisa: era algo novo e que me fazia muito bem.

Nosso primeiro beijo... Nossa, como eu estava nervosa. Era o MEU primeiro beijo e eu tinha que fazer parecer que não era, porque todas as minhas amigas já haviam dado seu primeiro beijo há alguns bons meses atrás e eu, mentirosa, disse que também já tinha beijado. Nisso, acho que me saí bem porque você não desconfiou e parecia ter gostado. Fomos ficando e as coisas foram se encaminhando... Você queria falar com o meu pai pra assumir o nosso namoro pra todo mundo e eu não deixava porque sabia que ele não me deixaria ter um namorado com 14, 15 anos.
O tempo que passávamos juntos na escola era maravilhoso. Ficamos trancados no ginásio uma vez (você me ajudou a pular o muro e ficou lá até o outro turno), você me dava presentes que eu escondia a sete chaves para o meu pai não saber de nós dois, você sempre queria andar de mãos dadas comigo na escola e dizia para todas as professoras que me amava mais do que tudo no mundo. Minhas amigas tinham os mais variados apelidos possíveis para você e te achavam chato, mas pra mim você era incrível. (Amigas de verdade sempre tem razão... Isso é fato.) Conversávamos sobre quase tudo, desde as confusões com o meu pai em casa até as pressões no ballet, que começaram nessa ápoca...

Foram quase dois anos. Escondidos porque meu pai não aceitava de jeito nenhum que eu namorasse. Aproveitávamos quando tinha prova e saíamos cedo e nos horários de intervalo. Era nosso único tempo juntos, porque eu não saía de casa sem o meu pai de jeito nenhum. No ano seguinte, mesmo meu pai me mudando de escola, continuávamos a nos ver no ponto de ônibus, mas não era a mesma coisa do ano anterior e as coisas foram perdendo o brilho que tinham...
No fundo, não era pra ser. Nos afastamos por causa de uma menina que era louca por você no ano anterior e aproveitou quando soube que eu saí da escola. Por causa de um beijo que ela te roubou (segundo você e seus amigos) num passeio da escola, tudo o que eu sentia por você desmoronou imediatamente e tudo o que eu consegui sentir daí pra frente foi desprezo. (Queria ainda ter esse orgulho que eu tinha...) Até hoje eu não sei se foi intencional da sua parte ou não deixar que ela fizesse isso, mas os comentários de todos no dia seguinte e sua indiferença em me contar realmente o que houve, foram umas das piores sensações da minha vida.

No ano seguinte, eu mudei de cidade e passamos muito tempo sem contato porque eu fiz questão de te excluir e bloquear em todos os lugares possíveis. Depois do advento do Facebook, alguns amigos em comum me levaram até você. Entre outras coisas, agora você é evangélico (de verdade, como eu nunca fui), trabalha e faz faculdade - tudo o que te faria ser um bom namorado naquela época. As coisas mudaram mas eu não consigo mais te ver do mesmo jeito. Te vejo como uma mancha negra, um borrão marcando pra sempre na minha história.

Atualmente trocamos conversas xoxas através do facebook umas poucas vezes, porque você raramente entra e quando eu te vejo, nunca falo. Você fala normalmente comigo e às vezes me chama de metida por não falar com você, mas há um pouco de covardia da minha parte em não dizer o motivo do meu desprezo e tocar nessa cicatriz. O rancor ainda está guardado dentro de mim. Quilômetros nos separam e quando eu voltei à passeio para a minha cidade, em Janeiro, torcia todos os dias pra não te encontrar em lugar nenhum. Eu não teria coragem de olhar para você sem sentir minha mão coçando pra acertar em cheio o seu rosto como as mulheres fazem nos filmes.

Eu não esqueço nunca. Esse é o meu problema.

C.

5 comentários:

  1. Que história bonita.. triste,mas bonita.
    Talvez não era o cara certo mesmo. Sei lá,vc era bem jovem tbm...
    *-* saudade de vir aquii

    ResponderExcluir
  2. Oi florzinha. Historinha de filme né?
    A gente nunca esquece, as vezes perdoa, passa por cima, supera, mas esquecer, nunca..

    Bom final de semana, beijos.

    ResponderExcluir
  3. Nossa que triste... >.<
    Não sei o que comentar, também sou de guardar rancores, apesar de tentar o contrário, acho que na verdade, coloco poeira em cima e deixo lá no mesmo lugar.
    Se cuide, beijos.

    ResponderExcluir
  4. OUm que historinha triste, primeiros amores não deviam ter finais assim =/ Deviam ser lembrados com sorriso de saudade.. As vezes ainda da tempo de mudar o seu..

    Oi bonitinha, obrigada por seguir o meu blog, seja muito bem vinda, conte comigo sempre, pois sempre que possivel eu vou passar por aqui. Obrigada pelo comentário amável, acredite, parar de miar é o que eu mais quero na vida. Mas já não tenho controle =(

    Enfim, me adicione no msn, se tiver um pra essas coisas: dinhaway@hot...

    Beijos, fica bem, seja forte.

    ResponderExcluir
  5. Oi minha linda, to te seguindo =)
    Que lindaaaaaa história *-*
    é mtmtmtmt parecida com a minha, so q a minha continua.. por enquanto c:
    Bom, espero que vc supere isso e o esqueca de vez...
    força smp!! bjao, conte cmg smp

    ResponderExcluir

obrigado pela visita (;