Mostrando postagens com marcador abraço. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador abraço. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de outubro de 2012

Happy Birthday?

Sinceramente eu queria ter tido um Feliz Aniversário, como muitos -de coração ou não- me desejaram pelo facebook e três por sms, mas um aniversário feliz requer o item principal -felicidade- e isso está meio que em falta nas minhas prateleiras devido a tantos acontecimentos ruins ultimamente...
Queria pelo menos estar num jantar, cinema, churrasco ou qualquer outra coisa que tentasse aproximar um pouquinho as duas partes do abismo que ficou entre eu e meus amigos -ou o que restaram deles- depois que eu comecei a namorar... Mas não. Almocei com meu namorado e os pais dele num restaurante aqui perto, ganhei apenas um presente (um edredom felpudo de oncinha que a mãe dele me deu) e três abraços. 

Cheguei em casa de tarde e pra minha surpresa, este ano não teve nada de bolo, docinhos, parabéns, ligações ou algum tipo de comemoração. De certa forma eu gostei. Nunca acho que meu aniversário é motivo para comemorar e eu sempre ficava sem jeito quando chegava em casa e via tudo arrumado pra mim... Mas por outro lado percebi que a cada dia me torno mais apagada, mais invisível para todos. Sempre havia um bolinho pra família e alguns amigos, algumas velas, presentes e fotos. Eu não gostava, mas era uma forma de carinho e por isso eu me sentia feliz naquele momento em família mesmo sabendo que toda aquela alegria era fingida por mim e por todos ao redor da mesa. Mas hoje eu tive que ligar pro meu pai para receber meus parabéns e isso me cortou o coração logo pela manhã... Como se não bastasse, ele não quis ir almoçar conosco. Eu quis que o dia terminasse assim que desliguei o telefone.

Todos os anos no dia seis de outubro, lembro com carinho do último e mais feliz aniversário de toda a minha vida em 2008 e, céus, o que eu daria em troca de reviver aquele dia com meus amigos (que eram de verdade na época)? 
Desde então meus aniversários eram iguais, até hoje, que parece que não foi aniversário de ninguém. Meu dia está terminando e aqui estou eu, escrevendo pra tirar esse não-sei-o-que que está me corroendo as entranhas e tentar jogar fora um pouco de lágrimas...
Vou me enrolar no meu macio edredom de oncinha e ficar ali aproveitando meu solitário presente de aniversário esperando, como todos os dias, que o dia seguinte nunca chegue.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

- sobre coisas inexplicáveis


Há coisas que simplesmente acontecem. Não tem uma explicação lógica ou planejamento...

Nem sei porque eu resolvi ir ao shopping sozinha depois da aula, muito menos sei porque eu decidi ficar sentada exatamente ali -onde eu nunca costumo ficar-, ouvindo minhas músicas de sempre.
Parecia mentira, mas num rápido olhar eu vi: camiseta cinza, short branco e preto, o cabelo arrepiado que eu tanto gosto de mexer, o jeitinho único de andar e de sorrir. Estava conversando com o irmão mais velho enquanto tomava um McFlurry e andava na direção onde eu estava. "Não. Não é ele!" - Eu disse pra mim mesma e voltei a me concentrar na minha playlist. Mas era.


Ele veio até mim com aquele sorriso gigante e me deu um daqueles abraços que me deixam sem ação. Nossos abraços sempre falavam tudo o que sentíamos e mesmo depois de alguns meses, eu ainda me senti exatamente como antes: completa. Era tudo realmente o que eu precisava.
Quando ele percebeu que eu fiz exatamente como eu fazia quando estava angustiada - escondia a cabeça e apertava bem forte como quem quisesse ficar ali para sempre - me olhou com olhos preocupados e disse que precisávamos de mais tempo juntos para conversar sobre tudo. Disse também que sentia muito a minha falta.

Minha vontade era chorar ali mesmo e dizer que eu precisava dele. Dele. DELE. Que eu queria que ele ficasse pra sempre comigo. Que eu sou besta e complicada, mas só ele me entendia. Que eu me sentia incrivelmente bem perto dele. Que independente do tempo que passar, ele vai estar sempre no meu pensamento. Que. Que...
Mas me contentei em mostrar um sorriso e disfarçar meus olhos molhados.

Alguns minutos e ele estava andando em direção à saída. Eu eu voltei ao meu lugar, mas sem os fones no ouvido e com o olhar voltado para meu anjo da guarda que estava partindo de novo. Fiquei paralisada assim por uns cinco minutos e depois, ao 'voltar à Terra', andei o mais rápido que pude, desejando que ele ainda estivesse esperando o ônibus. Ele estava lá. E por sorte o ônibus demorou. Conversamos algumas coisas, mas senti que não deveria mencionar o meu recente namoro. Ele disse pra eu ir à casa dele na sexta à tarde pra conversarmos e assistir algum filme. (Eu estava tão 'fora de órbita' que não me lembrei da reposição da prova de matemática nesse mesmo dia e disse que sim...)

Passado isso, a caminho do curso, eu não consegui mais segurar as lágrimas. Me senti estranha por ter reagido daquela forma, mesmo eu estando namorando e aparentemente feliz. Por querer ficar mais tempo perto dele. Por ter a sensação de que tudo parou. Por ainda me sentir perfeita, intacta quando ele me abraça...
Tudo parecia imensamente maior com a saudade de apenas três meses: o abraço forte, o olhar mais intenso, o sorriso ainda mais lindo. E aquele habitual beijinho no pescoço que nunca foi tão gostoso de sentir...

E...
E eu não sei mais nada.