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terça-feira, 21 de junho de 2011

Sobre um amor



Sinto vontade de falar sobre tanta coisa, mas nunca consigo as colocar em palavras. Assim como não sei o que escrever no cartão lindo que eu comprei pra ele... Amanhã é o aniversário daquele rostinho lindo que tem feito meu coração bater. Aquele garoto tímido que me conquistou quando me roubou um selinho no ano passado.
No próximo dia 24 faremos um ano juntos. Uma data linda, ainda mais pra mim que nunca pensei que fosse encontrar alguém que me suportasse juntamente com meus quilos de problemas por tanto tempo... 

Ele não me ouve tanto quanto eu gostaria, sinto falta de alguém pra conversar, mas faz algo que é mágico pra mim: nunca me deixa ficar triste. Ao menos sinal de uma lágrima, ele chega com o seu sorriso e me faz esquecer completamente os pensamentos nos quais eu estava me afogando.

Nós brigamos por coisas bobas e sem uma única palavra, nos entendemos depois. Nós conversamos por olhares e nos divertimos com as coisas mais simples do mundo. O que sentimos um pelo outro não é um amor comum.

É estranho as vezes pensar em viver sem isso. Tanto tempo perto que eu nem sei mais como sobreviver longe. E isso é errado, eu sei. Não é bom depender de alguém pra se sentir feliz, mas não posso mentir: sinto-me no extremo de felicidade quando o abraço e sinto em cada parte do corpo dele um "Eu te amo" subentendido. 

É incrível encontrar alguém que faz com que o tempo passe mais rápido, que faz com que eu esqueça quem eu sou.

Eu só desejo que todos os anos sejam assim. E eu as vezes me pego sonhando acordada... Estamos numa casa enorme e aconchegante, com uma lareira na sala e um vidro enorme no lugar de uma das paredes que dá vista para o jardim todo branco lá fora. O barulho da neve caindo sorrateiramente e ele me aquecendo com seus beijos sob o edredom macio. Por mim, ficaríamos ali para sempre como se nunca houvesse amanhã.


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(É claro, existe aquele outro alguém que agora não é mais do que um conto de fadas no qual ninguém pensou escrever. Hoje, depois de mais de um ano sem conversarmos e milhas nos separando, sei que ele não é o garoto certo para mim. Ele gosta de ter todo mundo ao mesmo tempo e na hora que bem entender, ficar só. Eu entendo, há pessoas que preferem não se apegar para não sofrer. Sei que jamais vou esquecer daquele sujeitinho com cara de metido que sentiu confiança no primeiro instante que olhou pra mim e se expôs totalmente, me contanto o que se escondia por trás daquela máscara de garoto popular da escola. Ele vai ser sempre o meu melhor amigo. Aquele que tem o melhor abraço do mundo e que me balançava por inteira quando me olhava nos olhos, me fazendo perder-me naquela imensidão verde. Eu confundi confiança com amor, mas depois descobri que seria melhor ficar no meu lugar de melhor amiga e não ser mais uma das garotas que choram por ele.)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

- sobre coisas inexplicáveis


Há coisas que simplesmente acontecem. Não tem uma explicação lógica ou planejamento...

Nem sei porque eu resolvi ir ao shopping sozinha depois da aula, muito menos sei porque eu decidi ficar sentada exatamente ali -onde eu nunca costumo ficar-, ouvindo minhas músicas de sempre.
Parecia mentira, mas num rápido olhar eu vi: camiseta cinza, short branco e preto, o cabelo arrepiado que eu tanto gosto de mexer, o jeitinho único de andar e de sorrir. Estava conversando com o irmão mais velho enquanto tomava um McFlurry e andava na direção onde eu estava. "Não. Não é ele!" - Eu disse pra mim mesma e voltei a me concentrar na minha playlist. Mas era.


Ele veio até mim com aquele sorriso gigante e me deu um daqueles abraços que me deixam sem ação. Nossos abraços sempre falavam tudo o que sentíamos e mesmo depois de alguns meses, eu ainda me senti exatamente como antes: completa. Era tudo realmente o que eu precisava.
Quando ele percebeu que eu fiz exatamente como eu fazia quando estava angustiada - escondia a cabeça e apertava bem forte como quem quisesse ficar ali para sempre - me olhou com olhos preocupados e disse que precisávamos de mais tempo juntos para conversar sobre tudo. Disse também que sentia muito a minha falta.

Minha vontade era chorar ali mesmo e dizer que eu precisava dele. Dele. DELE. Que eu queria que ele ficasse pra sempre comigo. Que eu sou besta e complicada, mas só ele me entendia. Que eu me sentia incrivelmente bem perto dele. Que independente do tempo que passar, ele vai estar sempre no meu pensamento. Que. Que...
Mas me contentei em mostrar um sorriso e disfarçar meus olhos molhados.

Alguns minutos e ele estava andando em direção à saída. Eu eu voltei ao meu lugar, mas sem os fones no ouvido e com o olhar voltado para meu anjo da guarda que estava partindo de novo. Fiquei paralisada assim por uns cinco minutos e depois, ao 'voltar à Terra', andei o mais rápido que pude, desejando que ele ainda estivesse esperando o ônibus. Ele estava lá. E por sorte o ônibus demorou. Conversamos algumas coisas, mas senti que não deveria mencionar o meu recente namoro. Ele disse pra eu ir à casa dele na sexta à tarde pra conversarmos e assistir algum filme. (Eu estava tão 'fora de órbita' que não me lembrei da reposição da prova de matemática nesse mesmo dia e disse que sim...)

Passado isso, a caminho do curso, eu não consegui mais segurar as lágrimas. Me senti estranha por ter reagido daquela forma, mesmo eu estando namorando e aparentemente feliz. Por querer ficar mais tempo perto dele. Por ter a sensação de que tudo parou. Por ainda me sentir perfeita, intacta quando ele me abraça...
Tudo parecia imensamente maior com a saudade de apenas três meses: o abraço forte, o olhar mais intenso, o sorriso ainda mais lindo. E aquele habitual beijinho no pescoço que nunca foi tão gostoso de sentir...

E...
E eu não sei mais nada.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dois mundos

(em 21 de abril de 2010)
Num dia incomum apenas por ser feriado e eles estarem à sós, entre brincadeiras bobas no tapete da sala, conversas sinceras e abraços transbordando saudade; episódios de Skins são compartilhados num sofá branco por dois seres de mundos diferentes. Ele é um anjo e Ela... Ela se sente morta. Talvez esteja mesmo...
Ele, com a cabeça deitada sobre as pernas dela, comendo quadradinhos de chocolate branco enquanto ela acariciava seus cabelos e somente brincava com os quadradinhos fingindo levá-los à boca para arrumá-los cuidadosamente na mesinha de vidro ao lado enquanto ele olhava para a tevê.
Oh! como ela queria poder dizer o que o-amava, que não podia comer aquele chocolate, que se pudesse parava o tempo ali para que aquele momento ficasse eternamente em seus olhos...
Algumas lágrimas escorriam em silêncio pelas bochechas pálidas dela que não comia a mais de quarenta e oito horas, desde quando Ele ligou dizendo que estava com saudades e queria que ela passasse essa tarde com ele...

Ele pensou ter descoberto uma série diferente, sem saber que ela já havia assistido a todos os episódios da primeira temporada e aprendido muito com sua personagem estranha e doente: Cassie.
- Eu fico sem comer até que me levem ao hospital - Disse a personagem na televisão (ou seria Ela?)
Para Ela, foi totalmente diferente assistir àquilo tudo com Ele ao lado... Tudo parecia tão normal e ela tão indiferente àquela personagem com transtornos alimentares...
Ela poderia ter ficado o dia inteiro ali, deitada naquele sofá, assistindo a uma de suas séries favoritas com a pessoa mais incrível do universo.

Mas a hora se passa muito rápido quando se trata de momentos bons e ela teve que voltar para casa, para o seu mundo, para os seus monstros e para os seus pesadelos...
No caderno onde ela anota as besteiras que come todos os dias, ao invés de um N e um F, somente uma frase: "Se eu pudesse, eu ficaria para sempre no dia de hoje."